imagens-simbolos-do-estado-do-para
imagens-simbolos-do-estado-do-para

Mochileiro Descobrindo o Brasil - Estado do Pará - Turismo e Cultura no Brasil




HISTÓRIA DO ESTADO DO PARÁ

museu-historico-do-estado-do-para-foto-de-carlos-sodre

Existem registros arqueológicos comprovando a presença humana no arquipélago do Marajó e na região de Santarém desde 3.000 a.C.. No Marajó habitavam os povos agricultores em cabanas ou casas subterrâneas, deste 3.500 anos atrás. Estes povos conheciam a cerâmica, os corantes, compostos medicinais naturais, praticavam a coivara (queimadas para limpar a terra) e plantavam mandioca. A mais conhecida cultura deste grupo é a cerâmica marajoara, que possui decoração e tamanho peculiares. No período de 500 e 1.300 foi o auge da cultura marajoara.

ceramica-marajoara

Em 1500, o navegador espanhol Vicente Yañez Pinzón foi o primeiro europeu a navegar pela foz do Rio Amazonas. Em 26 de agosto de 1542, o espanhol Francisco de Orellana chegou também à foz do rio Amazonas, por via fluvial partindo de Quito, no Equador. Em 28 de outubro de 1637, o português Pedro Teixeira partiu de Belém, foi até Quito e voltou: durante a expedição, ele fincou um marco de pedra na confluência dos rios Aguarico e Napo, na atual fronteira entre Equador e Peru, assegurando, para Portugal e, posteriormente, para o Brasil, a posse da maior parte da Amazônia, incluindo a totalidade do atual território paraense.

A fundação de Belém, a 16 de janeiro de 1616, proporcionou a conquista do território. Aos poucos, através de expedições militares, novas regiões foram sendo anexadas. Desde 1626, eram duas as colônias de Portugal na América: O Brasil, que incluía o Nordeste e toda a parte meridional da colônia e o Grão-Pará e Maranhão, que incluía toda a Amazônia, o Maranhão e, junto com este, o Piauí e parte do Ceará. O que diferenciava essas duas colônias era, basicamente, o modo de produção: no Brasil, predominava a monocultura e, no Grão-Pará, a atividade extrativa.

Tratava-se da política do marquês de Pombal. Carvalho e Mello, o famoso marquês, ministro de d. José I, privilegiava um novo padrão de economia mercantilista, o tráfico negreiro como instrumento de elevação da produção e a valorização de colônias portuguesas antes descentradas, como era o caso do Grão-Pará e Maranhão. Pombal promoveu mudanças significativas na estrutura social e econômica do Grão-Pará. Trouxe para a região centenas de especialistas, dentre cientistas, militares, engenheiros, naturalistas, desenhistas, arquitetos e geógrafos.

Também incentivou o embelezamento de Belém: a construção do Palácio dos Governadores (atual Museu Histórico do Estado do Pará), a reconstrução das principais igrejas da cidade – como a Sé, Santo Alexandre, Carmo, Sant’Anna e São Joãozinho e de outros prédios públicos ou residenciais. Nessa atividade destacou-se o arquiteto bolonhês Antônio José Landi, que, como vários outros dos especialistas trazidos por Pombal, acabou por fixar residência na colônia.

A Cabanagem foi um momento de explosão social com impacto demográfico e cultural que marcaram para sempre o Pará. O movimento foi liderado pelas camadas populares. Iniciado em 1835, tomou Belém e espalhou-se por toda a Amazônia. Um governo do povo foi instalado e vigorou até 1838, quando a capital foi conquistada, novamente, pelas forças legalistas. Porém, os conflitos duraram até por volta de 1840.

colheita-do-latexembalagem-do-latex

O Pará apresenta uma economia sem relevância até cerca de 1880, quando começa o Ciclo da Borracha: muitos migrantes são recebidos, principalmente da Região Nordeste do Brasil, para realizarem a extração do látex em latifúndios pertencentes à elite da capital, Belém. Durante quase quarenta anos, Belém do Pará foi a residência de "barões da borracha", onde foi construída até uma réplica de Paris pelo então prefeito Antônio Lemos: uma reforma urbana invejável até por Rio de Janeiro e São Paulo. A província tornou-se estado com a proclamação da República, em 15 de novembro de 1889.

teatro-da-paz-em-belem

A prosperidade era tão grande que esse período ficou conhecido como uma Belle Époque Amazônica. Nesse período, por exemplo, o centro da cidade foi intensamente arborizado por mangueiras trazidas da Índia. Daí o apelido que até hoje estas árvores (já centenárias) dão à capital paraense.

Na década de 1910, termina o ciclo da borracha, voltando o Pará à pobreza: passando a ser apenas um mero fornecedor de matérias-primas para o sudeste brasileiro.

Por volta de 1960, o Pará foi "redescoberto": o presidente Juscelino Kubitschek construiu Brasília e, paralelamente, construiu rodovias ligando diversas regiões do país à nova capital, sendo a rodovia Belém-Brasília uma delas. Mudou a temática de transportes no Pará e na Amazônia, que era quase completamente fluvial, passa a ser rodoviário.

extracao-de-ouro-em-serra-pelada

Foram realizadas prospecções minerais no Sudeste do Pará (região que tem Marabá como cidade-polo), responsáveis por descobrirem as Reservas de Carajás: gigantescas reservas mineralógicas que deveriam ser exploradas e também o ouro em Serra Pelada. Nessa época (década de 1980), houve a construção da Usina Hidrelétrica de Tucuruí, que é a maior hidrelétrica 100% brasileira e que faz parte do plano de crescimento econômico da região.

usina-hidreletrica-tucurui-no-rio-tocantins